quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Oração do Professor

Senhor!

Deste-me a vocação de ensinar e de ser professor. 
É meu compromisso educar,
comunicar e espalhar sementes,
nas salas de aula da escola da vida.
Eu te agradeço pela missão que me confiaste 
e te ofereço os frutos do meu trabalho. 
São grandes os desafios do mundo da educação, 
mas é gratificante ver os objetivos alcançados, 
na trajetória para um mundo melhor. 
Quero celebrar a formação de cada aprendiz 
na felicidade de ter aberto um longo caminho.
Quero celebrar as minhas conquistas 
exaltando também o sofrimento que me fez crescer e evoluir. 
Quero renovar cada dia a coragem de sempre recomeçar. 
Senhor! 
Inspira-me na minha vocação de mestre e comunicador. 
Dá-me paciência e humildade para servir, 
procurando compreender profundamente as pessoas que a mim confiaste.
Ilumina-me para exercer esta função com amor e carinho. 
Obrigado meu Deus, pelo dom da vida e por fazer de mim um educador hoje e sempre. 
Amém!


fonte: amor em ensinar. http://amoremensinar19.blogspot.com.br/

Os 10 Mandamentos do Educador

                                           

  1. Amar a Deus,a criança,a vida;
  2. Não se irritar em vão, ao contrário ter paciência;
  3. Guardar o respeito devido à  personalidade  infantil;
  4. Honrar a virtude, dar sempre a criança o exemplo da caridade,da justiça,da humanidade;
  5. Não matar a iniciativa e o entusiasmo;
  6. Ter a alma aberta aos ideais elevados e o coração sensível aos mais puros afetos ;
  7. Não se furtar aos trabalhos;
  8. Não por dificuldade à manifestação espontânea das tendências e interesses infantis,mas,ao contrário, favorecê-los para melhor dirigi-los;
  9. Não pretender fazer tudo em um só dia. A educação é obra de persistência e continuidade. Em educação perder tempo é muitas vezes, ganhá-lo;
  10. Não cobiçar elogios e honrarias,nem sequer,compreensão,mas trabalhar na certeza reconfortante de estar realizados obra de merito e contribuir para a felicidade dos homens e dos povos.

Pedidos de um Filho

O que todo pai ou educador deve saber antes de começar a ensinar.


                         

A sensibilidade de uma criança é muito acentuada e assim sendo, qualquer estado emocional do adulto será por ela percebido e vai influir em sua formação.
                                    pais e filho bebê
1.    Pai, não me dê tudo que peço. Às vezes peço somente para obter, para compensar, para chamar a atenção.

2.    Não me dê ordens. Se ao invés de ordens me pedisse as coisas com firmeza e carinho eu as faria rapidamente e com muito mais alegria.

3.    Não me faças promessas. Se me prometer um prêmio, dê-me, mas também dê-me o castigo, se prometido.

4.    Não me corrija as faltas diante dos outros, ensina-me a ser melhor quando estivermos sozinhos e com o seu exemplo.

5.    Não me compare com ninguém, principalmente com meu irmão ou irmã. Se me fizer sentir pior que os outros eu sofrerei muito mais.

6.    Não grite comigo. Respeito-o mais quando você fala comigo, e não me faça gritar também.

7.    Deixe-me andar com meus próprios pés, ter minhas próprias emoções. Se você fizer tudo por mim, eu jamais terei a alegria de poder aprender.

8.    Quando estiver enganado em alguma coisa, admita-o, pois crescerá muito mais a minha estima por você, e isso me ensinará a reconhecer os meus próprios erros.

9.    Trate-me com a mesma amabilidade e cordialidade com que trata seus amigos, assim, aprenderei com você o respeito e a amizade.

10.  Eu aprendo muito vendo seu comportamento diário diante de tudo. Isso é a base de toda formação do meu futuro caráter. Lembre-se que meus ouvidos escutam melhor a quem admiro mais, você. Então fique atento aos seus atos diante de mim.

11.  Quando eu estiver atravessando momentos difíceis, ajude-me. Tente me compreender. Demonstre o seu amor por mim. Gosto de sentir que sou amado. Preciso de segurança para crescer.

12.  Ensine-me a aprender, e não a imitar os outros, ou mesmo você. Ensine-me o que é ser livre, pois só assim poderei criar um mundo livre!

                Atenda meus pedidos, pois só assim serei capaz de ser feliz.

              


Origem: De Fonte Anônima
Tradução e Revisão: Alberto Filho e Anne Lucille para http://www.sitededicas.com.br



UMA REFLEXÃO SOBRE APRENDER E ENSINAR


       Convido-os a partilhar desta reflexão a respeito da educação no mundo em que vivemos recheados de questionamentos sobre a forma de orientarmos nossas crianças numa sociedade que passa por mudanças rápidas, influenciadas por uma cultura com metas exigentes e conteudistas. Nunca se pensou tanto sobre o saber, o aprender e o ensinar.

       A ciência moderna e os estudos estão num avanço tal que chegam a interferir na concepção do ser humano, desnaturalizando-a, interferindo até na construção do sentimento de maternidade. Tem-se a preocupação de desenvolver e instigar a todo o momento os potenciais das crianças desde o seu nascimento.

        A mãe de um bebê recém-nascido, a princípio, interessava-se pela sua alimentação, vacinas, sono, etc. Hoje, os pediatras comentam que algumas das questões maternas giram em torno da cor com que o quarto deve ser pintado para maior estímulo ou, ainda, quais os brinquedos que mais aguçam o raciocínio e a percepção. É sabido que as novas preocupações com as necessidades de um bebê permeiam essas questões.

        Espera-se que esse indivíduo, desde pequeno, mostre autonomia e autoria, que são pré-requisitos para o seu bom engajamento na sociedade contemporânea. Postura crítica, iniciativa, capacidade de análise, competências e habilidades são necessárias a uma adaptação mais eficaz em um mundo de contínuas mudanças. Para algumas crianças, esse entorno que tanto lhe exige desde pequenas apresenta-se agressivo de tal forma que as amedronta, interferindo no seu desenvolvimento.

      Por vezes percebemos a criança dividida, segmentada, com a conivência de pais confusos. Há preocupações específicas relativas a um corpo sadio e forte, a uma mente voltada à cultura, ao intelecto competitivo e a uma formação acadêmica em escola competente, que visam mais às boas universidades que aos bons cidadãos.

        É fato, entretanto, que há um despertar para a necessidade do olhar mais humanista e que podemos ter o prazer de deparar com algumas escolas que vivem dentro desse posicionamento, em que o outro é olhado como ser integral. #Isso não elimina a necessidade de atuar de forma consciente na capacitação dos indivíduos para o momento culturalmente exigente que se vive.

      São tantos investimentos de profissionais especialistas na formação das nossas crianças que, além da divisão desse indivíduo em fragmentos independentes, a família acaba perdendo a autonomia. Fica perdida, seguindo várias orientações centradas em diferentes áreas. Cada vez mais ocupada e sem o tempo necessário para discernir e opinar de maneira reflexiva entrega a formação dos filhos a profissionais que nem sempre garantem o vínculo tão necessário ao desenvolvimento dessa criança.

     Frente à constatação de tantas mudanças, questiono: que pessoas estamos formando? Onde estão os afetos, pilares insubstituíveis para a construção da estrutura interna, que hoje circulam dentro de um ambiente familiar cada vez mais distante e restrito?

       Sabemos que o conceito de como educar uma criança vai sendo alterado de acordo com o entorno cultural e social onde ela está inserida. Esse contexto faz parte da história do desenvolvimento e das relações por meio das quais o sujeito se constitui. Vale lembrar que não tem fim é um processo que acontece de forma subjetiva em cada indivíduo de acordo com interferências sociais e culturais.
     
       O ser humano é susceptível e absorve as influências do meio onde está inserido. Nessa troca, acontece então o aprender. Quando nos referimos ao aprender, subentende-se que exista algo ou alguém que aprende — o aprendente — e algo ou alguém que ensina — o ensinante.

      Os ensinamentos iniciam-se nos primeiros contatos tão próximos com a mãe. Quem são os demais ensinantes na vida de um sujeito? Esse lugar é ocupado pelo pai, irmãos, tios, avós, colegas, professores e todo o círculo de convivência que faz parte do meio que nos cerca.

          O aprender está conectado ao conhecimento. É preciso relacionar-se com o outro para colocá-lo no lugar de ensinante e estabelecer uma relação permeada pelo vínculo para que se possa entrar em contato com o conhecimento por ele oferecido.

         Entre o ensinante e o aprendente, abre-se um campo de diferenças onde se situa o prazer de aprender por intermédio do estabelecimento de uma relação vincular. Para que o sujeito aprenda, é necessário conectar-se com seus próprios conteúdos, mostrar seu conhecimento, autorizar-se a abrir ao outro e, assim, incorporar seus ensinamentos.

         O conhecimento prévio, fruto das vivências de cada um, faz parte do processo interno desse sujeito. Ele é acrescido de novas informações e transformado, para que possa ser vivenciado e incorporado.
Ensinar aprendendo, essa é a grande estratégia

        O ensinar e o aprender caminham juntos. Mais do que ensinar conteúdos, ser ensinante está atrelado a abrir caminhos. Não se transmite conhecimento, mas, sim, sinais deste, para que o outro possa fazer uso dele e transformá-lo de forma subjetiva.

     O desejo e a vontade atua como diferenciais no processo, autorizando e fazendo uso de diferentes ferramentas oferecidas para que se tornem instrumentos na construção do conhecimento e se alcance o objetivo final.
       O orientador sensível instiga, preserva a autonomia e a liberdade responsável e propicia, assim, o diferencial no processo, isto é, a alegria da descoberta e a autoria do próprio conhecimento, trazendo as garantias para o verdadeiro aprender.

       Ser um educador é um trabalho nada fácil, com um grande objetivo a ser alcançado.

       Segundo Paulo Freire (1993), se o educador tem uma opção democrática, com autocrítica e procura diminuir a distância entre o discurso e a prática, ele “vive uma difícil, mas possível e prazerosa experiência de falar AOS educandos e COM eles”. 


terça-feira, 16 de outubro de 2012

5 MANEIRAS DE ENSINAR ÉTICA EM SALA DE AULA.


5 maneiras de ensinar ética em sala de aula


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É importante que você promova mais a reflexão do que simplesmente entregue respostas prontas do que deve ou não ser feito.


A ética profissional pode ser muito diferente da ética pessoal. Por exemplo, se você é um profissional da psicologia e um cliente confessa ser responsável por um assassinato, a primeira coisa que faria como pessoa comum seria entregá-lo para a polícia. Porém, como psicólogo, o código de ética é diferente e você segue o princípio da confidencialidade, ou seja, o que seu cliente contou não deve ser divulgado. 



Veja cinco maneiras de ensinar ética em sala de aula:

Como ensinar ética em sala de aula: 1. Relacionamentos
Os relacionamentos profissionais e pessoais são muito diferentes, especialmente quando tratamos do exemplo dado no parágrafo anterior, na psicologia. O que você faria se descobrisse algo sobre seu amigo ou sobre seu colega de trabalho é muito diferente. Explorar essas esferas de relacionamento com os estudantes é muito importante, estejam eles no fundamental ou no ensino superior.


Como ensinar ética em sala de aula: 2. Os extremos de uma única situação
É importante que você promova mais a reflexão do que simplesmente entregue respostas prontas do que deve ou não ser feito. Um exemplo de como fazer isso é analisar os extremos de uma única situação e como ela poderia ser colocada na vida real, no cotidiano. O extremo do ético e o extremo do errado podem ser facilmente apontados em situações radicais como um assassinato ou o desvio de dinheiro em campanhas eleitorais, porém é importante ressaltar a importância desses valores em situações vividas pelos alunos, como por exemplo, colar na prova, sentar em assentos preferenciais quando pessoas idosas ficam em pé, cortar filas, mentir no currículo, etc.


Como ensinar ética em sala de aula: 3. Testar os limites
Seguindo a sugestão dada acima, teste os limites com seus alunos. O que eles fariam se as situações de risco comprometessem familiares e amigos ou que regras estariam dispostos a quebrar para ajudar e salvar essas pessoas? Ajude-os a refletir na importância e influência dos relacionamentos em suas decisões éticas e como os outros, próximos ou não, podem ser afetados por elas.


Como ensinar ética em sala de aula: 4. Estabelecendo regras
Essa atividade pode parecer um tanto monótona, mas se feita corretamente irá provocar debates e muito interação entre pontos de vista diferentes. No contexto de cada sala de aula, nível de educação e dos alunos, o professor deve pensar em situações onde eles possam estabelecer uma regra pessoal de conduta. Por exemplo, nunca vou xingar ou bater em outro colega. A partir dessa escolha, coloque as regras em prova. Por exemplo, e se ele for atacado, não irá se defender? Qual é o limite da paciência para não explodir com o colega e xingá-lo ou desrespeitar o professor?


Como ensinar ética em sala de aula: 5. Troque os papéis
A partir das regras discutidas na atividade proposta acima, você pode trocar os papéis e perguntar aos alunos se eles gostariam de viver debaixo das regras criadas por outros. Por exemplo, se você, como professor, acha que não é errado fofocar ou falar dos alunos, o que acharia como diretor, sobre fofocar sobre os docentes? Faça a inversão de papéis e procure observar como cada um se sente quando é colocado no lugar do outro.



sábado, 13 de outubro de 2012

Educação, Podemos Fazer a diferença!

Oi pessoal!


Leiam com carinho e bastante atenção, pois todos nós em algum momento que seja, somos educadores. Você educa o seu irmão mais novo, educa os seus colegas em determinadas situações e até quando somos alunos educamos o professor.



A professora Teresa conta que no seu primeiro dia de aula, parou em frente aos seus alunos da 5ª série primária e, como todos os demais professores, lhes disse que gostava de todos por igual. No entanto, ela sabia que isto era quase impossível, já que na primeira fila estava sentado um garoto chamado Ricardo.
Ela aos poucos, notava que ele não se dava bem com os colegas de classe e muitas vezes, suas roupas estavam sujas e cheiravam mal. Houve até momentos em que ela sentia um certo prazer em lhe dar notas vermelhas ao corrigir suas provas e trabalhos.


Ao iniciar o ano letivo, era solicitado a cada professor que lesse com atenção a ficha escolar dos alunos, para tomar conhecimento das anotações. Ela deixou a ficha de Ricardo por último. Mas quando a leu, foi grande a sua surpresa...


Ficha do primeiro ano: "Ricardo é um menino brilhante e simpático. Sues trabalhos sempre estão em ordem e muito nítidos. Tem bons modos e é muito agradável estar perto dele."




Ficha do segundo ano: "Ricardo é um excelente aluno e é muito querido por seus colegas, mas tem estado preocupado com sua mãe que está com uma doença grave e desenganada pelos médicos. A vida em seu lar deve estar sendo muito difícil."

Ficha do terceiro ano: "A morte de sua mãe foi mum golpe muito duro para Ricardo. Ele procura fazer o melhor, mas seu pai não tem nenhum interesse e logo sua vida será prejudicada se ninguém tomar providências para ajudá-lo."

Ficha do quarto ano: "Ricardo anda muito distraído e não mostra nenhum interesse pelos estudos. Tem poucos amigos e muitas vezes dorme em sala de aula."

Ela se deu conta do problema e ficou terrivelmente envergonhada... E ficou pior quando se lembrou dos lindos presentes de natal que recebera dos alunos, com papéis coloridos, exceto o de Ricardo, que estava enrolado num papel de supermercado. Lembrou que abriu o pacote com tristeza, enquanto os outros garotos riam ao ver que era uma pulseira faltando algumas pedras e um vidro de perfume pela metade.

Apesar das piadas ela disse que o presente era precioso e pôs a pulseira no braço e um pouco do perfume sobre a mão. Naquela ocasião, Ricardo ficou um pouco mais de tempo na escola do que o de costume. se lembrou ainda, que ele disse: - A senhora está cheirosa como a minha mãe! E naquele dia, depois que todos se foram, a professora chorou por longo tempo... Em seguida, decidiu mudar sua maneira de ensinar e passou a dar mais atenção aos seus alunos, especialmente a Ricardo.

Com o passar do tempo ela notou que o garoto só melhorava. E quanto mais carinho e atenção ela lhe dava, mais ele se animava.

Ao finalizar o ano letivo, Ricardo saiu como o melhor da classe, Seis anos depois, recebeu uma carta de Ricardo contando que havia concluído o segundo grau e que ela continuava sendo a melhor professora que tivera. As notícias se repetiram até que um dia ela recebeu uma carta assinada pelo Dr. Ricardo Srotddard, seu antigo aluno, mais conhecido como Ricardo. Mas a história não terminou aqui...

Tempos depois, recebeu o convite de casamento e a notificação do falecimento do pai de Ricardo. Ela aceitou o convite e no dia do casamento estava usando a pulseira que ganhou de Ricardo anos antes, e também o perfume.Quando os dois se encontraram, abraçaram-se por longo tempo e Ricardo lhe disse ao ouvido:

"Obrigado por acreditar em mim e me fazer sentir importante, demonstrando-me que posso fazer a diferença."

E com os olhos banhados e lágrimas sussurrou  "Engano seu! Depois que o conheci, aprendi a lecionar e a ouvir os apelos silenciosos que ecoam na alma do educando. Mais do que avaliar as provas e dar notas, o importante é ensinar com amor mostrando que sempre é possível fazer a diferença.

(Autor Desconhecido)




Fonte: Lucas Veríssimo no Lucas Dança BH em 5/09/2008 05:24:00 PM


sexta-feira, 12 de outubro de 2012

O Ato De Brincar Inserido Na Prática Pedagógica.

Por que o ato de brincar deve estar inserido na prática do professor de Educação Infantil?


Porque o brincar tendo uma compreensão pedagógica é uma estratégia poderosa na formação da personalidade, nos domínios da inteligência e na evolução do pensamento da criança. É no brincar que a criança usa a sua imaginação, e é no criar que se brinca com as imagens, símbolos e signos, fazendo uso do próprio potencial, livre e integralmente.
Em muitas escolas de Educação Infantil o ato de brincar não está sendo feito como deveria. Muitos educadores estão preocupados em repassar os conteúdos programáticos em sala de aula e não permitem que as crianças brinquem de forma espontânea, pois acreditam que a brincadeira e aprendizagem não podem habitar o mesmo espaço.
O ato de brincar faz parte da vivência da criança. Brincar é raciocinar, descobrir, persistir e perseverar; aprender a perder percebendo que haverá novas oportunidades para ganhar; esforçar-se, ter paciência, não desistir facilmente. Brincar é viver criativamente o mundo. Ter prazer em brincar é ter prazer de viver. Brincar com espontaneidade, sem regras rígidas e sem precisar seguir corretamente as instruções dos brinquedos, é explorar o mundo por intermédio dos objetos.
Atualmente, há uma pressão da sociedade para que as crianças aprendam cada vez mais cedo os conteúdos pedagógicos. Com isso o tão divertido ato de brincar não tem encontrado espaço na escola como deveria.
O brincar é considerado como uma linguagem da criança, uma forma de comunicação não consciente por meio da qual ela expõe como sente, percebe e vê o mundo. Assim, é pelo que se chama de “expressão lúdica” que ela mostra como compreende os fatos que ocorrem em sua vida. Esse brincar, que pode se manifestar com atividades que trabalham as formas, o movimento, a arte e a música, é uma das linguagens expressivas não-verbais fundamentais durante a primeira infância, que compreende a faixa etária de zero a seis anos, e, por isso, é tão importante que se permita esse espaço no cotidiano infantil.
“Brincar é uma das atividades fundamentais para o desenvolvimento da identidade e da autonomia” (RCNEI, 2001:22).
É brincando que a criança constrói um conhecimento sobre si mesma e sobre o mundo. Nas brincadeiras, a mesma desenvolve algumas capacidades importantes, tais como atenção, a imitação, a memória, a imaginação, além da socialização e da capacidade de escolha, sendo um ser ativo de seu desenvolvimento.
“O lúdico é um recurso de inestimável valor pedagógico. [...] o brincar é uma atividade de aprendizagem” (KULISZ, 2006:96-97).
Muitos professores dirigem os momentos lúdicos a fim de alcançarem determinados objetivos. Desse modo, não permitem às crianças explorarem e criarem sua própria maneira de brincar. Assim, as crianças acabam brincando, não pelo prazer e a alegria que o ato lúdico lhes dá, mas para alcançar e cumprir os objetivos e as regras estabelecidas pelo professor.
As atividades lúdicas não estão ligadas simplesmente ao prazer. A imaginação e as regras são características definidoras das brincadeiras. Erra a escola ao subdividir sua ação, dividindo o mundo em lados opostos: de um lado o mundo da brincadeira, do sonho, da fantasia e do outro, o mundo sério, do trabalho e do estudo.
Uma das características fundamentais do ato de brincar é a espontaneidade, porém, esse ato muitas vezes é conduzido pelo professor, com fins didáticos específicos, e esta característica acaba ficando de lado.
Em grande parte das escolas de Educação Infantil, brincadeiras e aprendizagem são consideradas ações que não podem habitar o mesmo espaço e tempo. Ou se brinca, ou se aprende. Na melhor das hipóteses, o professor cria oportunidades para que a brincadeira aconteça, sem atrapalhar as aulas. São os recreios, os momentos livres ou as horas de descanso. Parece existir uma barreira entre o aprender e o brincar, pois o ato lúdico é relegado a segundo plano, dando-lhe o espaço de momento não produtivo, ou como recompensa pela tarefa cumprida. Também fica evidente que muitos professores não participam das brincadeiras juntamente com as crianças, ou seja, eles permitem o momento lúdico, porém não participam e não interagem com elas.
Alguns professores de Educação Infantil estão preocupados com os repasses dos conteúdos pedagógicos e esquecem que o brincar necessita de um espaço em sua prática, pois é evidente que a brincadeira é essencial para o desenvolvimento da criança. Muitos educadores até entendem teoricamente a importância das brincadeiras, porém não realizam essas atividades na prática, devido à cobrança tanto por parte da escola como dos pais, pelo desenvolvimento da área cognitiva da criança.
“[...] muitos professores têm a idéia de que permitindo o brincar livres ás crianças causarão bagunça, desordem e indisciplina em sala de aula” (HORN, 2007:58).
De acordo com Horn (2007:b60), “a proposta pedagógica da escola deve ter como objetivo central do seu trabalho, ensinar e aprender através da ludicidade”.
O brincar não deve estar presente na rotina infantil somente na hora do intervalo escolar, mas precisa ser uma atitude cotidiana no trabalho do professor, que pode organizar sua sala de aula de forma lúdica. Para entender melhor a importância do lúdico em sala de aula, o professor precisa vivenciar o universo infantil e trazer o “brincar” para a vida dele.
O professor por sua vez, precisa inserir o ato de brincar em sua prática pedagógica, vivenciando o universo infantil não apenas na teoria, mas na prática, transformando a sala de aula em um ambiente de alegria e de prazer.
“A criança que é estimulada a brincar com liberdade terá grandes possibilidades de se transformar num adulto criativo” (SANTOS, 2004:114).


fonte: www.pedagogiaaopedaletra.com